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Qual é sua abordagem de pesque e solte? O que você pensa sobre e como você se comporta em relação à esta filosofia?
Por Mcleod

Acho que... como tudo na vida, o “pesque e solte” deve ser abordado de forma comedida. O exagero em qualquer coisa na vida faz mal, assim como o bom senso em tudo na vida é essencial.

Creio que qualquer ser humano que se dedique a um esporte onde existe a sobreposição de uma espécie sobre outra, onde muitas vezes este tipo de atividade leva á morte de uma das espécies... deve, acima de tudo, obedecer as leis que regem o esporte em questão, seja esta lei de ordem federal e/ou estadual e de autoria de qualquer secretaria ou orgão governamental competente. Leis estas que devem ser estabelecidas, pois desde que o mundo é mundo, a falta de leis resulta em tragédias, em caos e em anarquia. E principalmente, ter um mínimo de bom senso quanto á qualquer atitude na vida e, neste ponto, creio ser desnecessário levantar a importância de se ter bom senso quando se está tirando uma vida.

Não serão aceitos nunca, argumentos como "a lei do mais forte" para explicar a falta de bom senso e muito menos da falta de moral quando se trata da extinção de uma espécie. Não serão aceitos nunca nenhuma atividade que prejudique a natureza em sua essência, em sua sabedoria, em sua plenitude e em sua própria vida.

O meu bom senso se baseia em uma ordem de necessidade, primeiramente. Faz-se necessário matar um exemplar capturado de qualquer espécie? Ou estarei apenas matando por prazer de matar e de comer um animal que eu tenha capturado com minhas próprias mãos?

Meu bom senso se baseia nas etapas da vida de seres de qualquer espécie, onde ocorre o nascimento, o crescimento, a reprodução e a morte. Se eu capturar um animal que ainda poderá ser responsável pela população de muitos rios, poderei eu matá-lo mesmo ele estando dentro das medidas requeridas por lei e sendo ele pescado nas épocas certas?

O meu bom senso se baseia nas leis existentes sobre este esporte e em como eu devo me portar quando sujeito à tais regras. Cabe á minha pessoa perder completamente a razão, ir contra o meu próprio senso moral e ético como praticante deste esporte e violar as leis que foram elaboradas simplesmente para que eu possa praticar este esporte ao longo de toda a minha vida? Caso contrário, se todos nós, pescadores, pensarmos dessa forma, violando leis dia após dia, estaremos simplesmente acabando mais rapidamente e irremediavelmente com toda uma infra-estrutura que a natureza nos reserva para a prática de nosso esporte.

O meu bom senso se baseia na minha simples existência como ser humano e ser ativo em uma sociedade, o que me acarreta inúmeras responsabilidades.
Uma única comunidade, de milhões de comunidades existentes, foi capaz de elaborar uma idéia tão simples e ao mesmo tempo tão poderosa como a filosofia “pesque e solte”. E ainda, mais do que tudo, essa comunidade foi capaz difundir esta idéia em âmbito mundial com extremo sucesso, a ponto de a cada dia ganhar mais e mais adeptos, a ponto de se tornar praticamente uma lei ética e/ou moral na mente de cada praticante deste esporte.
Comparado a tudo isso estou eu, como simples unidade nesta comunidade, ser humano praticante de um esporte que tem hoje como filosofia principal a preservação da vida.
E é com este pensamento que cada pescador, singular em seu ser, deve assumir uma postura de fazer a sua parte, praticando uma filosofia e difundindo-a àqueles ao seu redor, esclarecendo, aprendendo, ensinando e, enfim, crescendo como ser humano.

Enfim eu posso afirmar que pelas razões acima descritas eu pratico o pesque e solte. Meus filhos praticarão o pesque e solte, quando lhes chegar a hora. E todos teremos ciência de estarmos fazendo apenas a nossa parte.
E meu principal pensamento é este. Cada um fazer a sua parte. A natureza não é minha. Nem de ninguém. E ao mesmo tempo, é de todos nós e cabe a nós preservá-la como o maior de todos os patrimônios que possuímos além da própria vida.
Veja bem... não deixo de consumir peixes , estes pescados dentro da medida, na época permitida e com as formas permitidas. E sempre, tendo o bom senso de pescar o suficiente para meu consumo imediato e de minha família.

Tenha bom senso. E uma excelente pescaria.


 

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