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:. Pesca

Matéria:
Pesque-pague Bom Pescador
Por McLeod

Neste final de semana(26/09) estive conhecendo mais um pesque-pague na região metropolitana de Curitiba em busca de mais algumas fotos com belos exemplares de pacus e traíras. Comigo estava meu cunhado, parceiro de mentiras, digo, de causos nos mais diversos pesque-pagues da região. Abaixo, apresento alguns detalhes desta nossa aventura.

O pesque-pague Bom Pescador, apresenta excelente infra-estrutura, comodidade, tranqüílidade e muito divertimento em uma região muito próxima de Curitiba. Fica localizado à 20 minutos na região metropolitana, com acesso pela Rodovia do Café.

:. Como chegar

Uma vez na Rodovia do Café, seguindo em direção a Campo Largo, você deverá passar o primeiro viaduto (Av Toaldo Túlio, acesso á Santa Felicidade), o segundo viaduto (Cidade Industrial) e deverá seguir em frente por cerca de 15 minutos.
Você irá passar por três passarelas de pedestre. Após passar a terceira passarela - denominada Passarela do Rio Verde - você deve ficar atento ao retorno para entrar na via de acesso da Rodovia do Café, mas desta vez sentido Curitiba. O retorno fica logo após a entrada da sede do Colégio Bom Jesus da Aldeia (Rondinha).
Feito o retorno, siga até a "Passarela do Rio Verde" (a terceira passarela na contagem anterior) e vire á direita em uma rua de terra, bem ao lado da passarela e então vire à esquerda na primeira esquina.
Você estará em uma rua asfaltada e de pouco movimento. Siga em frente entre as diversas curvas e após cerca de 2 km você já verá a placa indicando o acesso ao Pesque-pague Bom Pescador.

:. Infra-Estrutura e peixes disponíveis

O local é excelente. Amplo estacionamento gramado, lanchonete, playground para as crianças e cinco tanques para pesca. Possui ainda um espaço com churrasqueira dentre árvores e um contato intenso com a natureza, onde se pode observar diversas espécies da botânica paranaense.

O pescador de final de semana tem disponibilidade de alugar varas e comprar iscas no local (massa, minhoca e fígado de frango). A limpeza dos peixes é feita até as 19:30h. O pesque-pague cobra a entrada (R$ 2,50 por pessoa) e o quilo do peixe pescado, com o preço variando de acordo com a espécie.
Neste momento entre estações, o pesque-pague Bom Pescador está renovando os peixes de seus tanques, que no inverno eram a morada de
trutas, carpas e bagres, apenas.

Com a chegada da primavera e o aumento da temperatura média diária, o tanque de trutas foi desativado devido á característica da espécie e agora abriga tilápias, e os demais tanques por enquanto apresentam bagres (cat-fish), carpas cabeçudas e carpas capim. Foi uma leve decepção quando chegamos em busca de pacus e traíras, espécies normais de se encontrar no pesque-pague Bom Pescador, mas ainda não disponíveis devido ao clima. Após a adaptação dos novos peixes nos tanques e a chegada deste tempo mais quente em definitivo, estas espécies estarão novamente disponíveis, segundo os proprietários do local.

:. Pesca do dia

Não nos deixamos abater pelo fato de não ter o peixe que procurávamos, e armamos nosso material em um dos tanques naturais do pesque-pague, um pouco mais afastados do restante do pessoal que tirou o domingo para pescar.
Logo vimos alguns outros pescadores no mesmo tanque em que estávamos retirando verdadeiros "troféus" de pesca no formato de tilápias de 10 cm de comprimento, o que nos fez mudar de tanque procurando alguns exemplares maiores.

Partimos para um outro tanque de tilápias, agora com maiores esperanças de um bom peixe, pois tivemos a oportunidade de ver alguns pescadores com seus samburás recheados de belos espécimes. Armamos nosso material novamente e logo tivemos as primeiras ações do dia, com algumas tilápias famintas beliscando em nossos anzóis número 12 e linha 0,18. É, o anzol era realmente um desafio, mas levamos em conta o aumento da esportividade e da emoção quando na briga com os peixes.

Muitos exemplares perdidos, um anzol número 12 (para lambari) quebrado e apenas uma tilápia capturada foram o saldo do tanque de tilápias neste domingo. Mas não desanimados, partimos para o tanque de cat-fish, com o mesmo material leve da cena anterior.

Além das varas telescópicas de fibra, excelentes para este tipo de pesca mas que estavam preparadas para pesca de lambari, tanto eu quanto meu parceiro de pesca armamos nossos molinetes e carretilhas, na tentativa de levar um pouco mais a sério a pescaria e tentar fisgar um exemplar maior de cat-fish ou até mesmo uma bela carpa. Ou seja, eram quatro varas ao todo, iscadas e montadas na beira do lago de um pesque-pague. Não é a toa que nos chamam de "pescadores de represa".

Logo que chegamos, a primeira ação. A vara telescópica do meu amigo tenta literalmente "pular na água" com uma puxada de um belo cat-fish que rendeu uma boa briga, considerando o material extremamente leve com o qual pescávamos. Após alguns minutos conseguimos retirar o exemplar da água. Passaram-se mais uma hora de beliscadas e fisgadas que escapavam... apenas nas varinhas telescópicas. Os molinetes e as carretilhas se mantinhas estáticas.

Quase no final da tarde, com o tanque um pouco mais vazio, resolvi testar minha carretilha nova (Marine Sports, Titan 6000) com uma varinha da mesma marca, capacidade de 17 a 35 libras e linha 0,31mm.
Coloquei um spinner da Marine Sports e dei início uma uma série de tentativas de arremesso, nos quais logo descobri ser bem diferente o trabalho com carretilhas quando comparado ao trabalho dos molinetes quais estou habituado a utilizar. Dentre um arremesso e outro, uma "cabeleira" e outra, em dado momento uma grande batida na linha quase me arranca a vara da mão, mais de susto do que de força, realmente. Após uma boa briga consegui retirar aquele que seria meu único exemplar do dia, um belo cat-fish com 900 gramas.

O dia terminou com mais algumas beliscadas que acabavam por roubar a isca. Sabe, é emocionante pescar um peixe que tem uma arrancada tão violenta como o cat-fish, com um equipamento leve como as varinhas que estávamos utilizando. Além de a pesca ficar muito mais emocionante, a experiência do pescador se evidencia pois requer muito mais trabalho e cuidado.

 

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MC estúdio é a central de comunicação de um profissional da área de TI/WEB atuante na região metropolitana de Curitiba.