Matéria:
PACÚ na artificial
Por McLeod
Fim
de semana de carnaval, eu e meu eterno companheiro
de pesca e gradecíssimo amigo (além
de meu cunhado) Celo partimos em busca de algumas
bocudas (TRAÍRAS) e alguns bocudos (BASS)
naquele dito pesqueiro que descobrimos na região
de Itapoá, litoral norte de Sta Catarina.
Chegamos ao local por volta das 16 horas, de
forma a evitar o sol mais forte... (apesar de que
estamos em horário de verão e na realidade
ainda era 15 horas, mas dexa quieto).... carrregados
de tralhas essenciais a um bom dia de pesca.
Logo
iniciamos uma política da boa vizinhança
com o pessoal que trabalha no pesqueiro, assim como
para com os proprietários do local, que logo
vieram nos contando: "mais um pescador havia
capturado outro exemplar daquele peixe americano....
cumé mesmo o nome?.... Bréqui-bréqui..."
e ainda completou a conversa falando que andou tarrafeando
no lago e capturou mais dois exemplares do tal peixe
importado... que logo foram soltos.
Ou seja, é sinal que realmente tem bastante
BASS no lago...
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(Clique
no mapa para ampliar) |

Iniciamos
as pinchadas e, em um arremesso um pouco intrépido,
meu parceiro deixa um POPPER pendurado em um galho seco,
no alto de uma árvore mais saliente. Após
alguns puxões, a linha arrebenta mas não
sem antes lançar o popper contra a superfície
da água, a uns 6 metros de onde estávamos.
Sem
condições de entrar no lago para recuperar
a isca, iniciamos uma sequência de arremessos de
iscas de superfície em prol de tentar fisgar o
popper, que aos poucos flutuava em direção
ao meio do lago (inatingível com iscas de menos
de 50 gramas)...
Entre um arremesso e outro, uma batida na isca de meu
parceiro a uns 2 metros do popper... Nos olhamos e constatamos
"É UM BASS!!!"

Continuamos
tentando pescar o popper e uma batida na minha ZARA identifica
que o bicho tá por perto... coração
acelerado, outros arremessos, o POPPER agora mais perto
e um ataque na minha ZARA foi certeiro. A zara sumiu em
um puxão que a levou ao fundo do lago... e embora
eu tenha travado a carretilha e iniciado o recolhimento,
o BASS se solta e escapa.
Mais uma dezena de arremessos e o bass não mais
deu as caras.... o popper acabou sendo recuperado e constatamos
que ele caiu da árvore somente devido á
má qualidade do SPLIT RING que prendia a garatéia
central... que ABRIU com o puxão pela linha, soltando
a isca do galho.
Deixa quieto... continuamos nossas pinchadas,
rodeando os locais mais propícios do lago e logo
concluímos que as traíras, devido às
fortes chuvas dos últimos dias, estavam muito manhosas.
Muito mesmo.
Foram pouquíssimas batidas e poucas
traíras capturadas, todas com tamanhos muito pequenos
e acabaram sendo soltas (sem que o dono do pesqueiro visse)...
Em
um determinado momento, na beirinha do lago, uma batida
de leve denuncia a presença de um peixe em uma
isca que comprei com a recomendação do vendedor
de ser excelente para Black Bass. A isca é a tal
da CIGARRA da BRANDOW.
Outro arremesso, e outra batida leve, no mesmo local...
Mas que coisa, "o peixe tá beijando a isca????",
perguntei-me incrédulo.
Virei a aba do chapéu prá trás, levantei
a bermuda, ajeitei a camisa, fiz cara de mau com a língua
do lado do lábio, sombrancelha franzida e arremessei
a terceira vez, um pouco mais distante do local. Venho
recolhendo mais devagar e a batida foi certeira. Ferrei
e a linha correu para o meio do lago, tomando alguns poucos
metros de linha...
Pela corrida, já vimos que não era uma traíra...
e muito menos um BASS, pois a força era muito grande
mas não parecia ser um peixe de bom tamanho e nem
tão leve... Entre um recolhimento e outro o bicho
põe a cara prá fora da água e se
mostra. Um PACÚ de aproximadamente 750 gramas...
o meu primeiro exemplar desta espécie na artificial.
O
dia continuou com outras ações de pequenas
traíras... e mais nada de BASS. Este dia nem se
comparou com a primeira vez que fomos ao pesqueiro, quando
na ocasião perdemos a conta de quantos peixes foram
capturados e soltos. Em dia de traíra ativa, o
pesqueiro era outra coisa.

Mas com certeza voltaremos ao pesqueiro
para relatar novas histórias.
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