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:. Pesca

Matéria:
Conhecendo um novo pesqueiro:
Recanto Fazenda Iguaçú
Por McLeod

Após cinco dias de ansiedade, de impaciência, de vontade de pescar e muito trabalho.... ou seja, após uma longa semana, finalmente chega o sábado, dia de visitar a família, e o domingo, dia de pescaria. E neste domingo, dia 20 de fevereiro de 2005, partimos em direção a um novo ponto de pesca na região metropolitana de Curitiba. A história de hoje se passa no pesqueiro RECANTO FAZENDA IGUAÇÚ, a apenas 30 minutos do centro de Curitiba.

Localização e infra-estrutura

Para você que não conhece a região do bairros do Batel, do Seminário ou do Portão, a maneira mais fácil de chegar ao pesqueiro Recanto Fazenda Iguaçú é se dirigir até o centro de Curitiba e assumir como ponto de partida a Rua Visconde de Guarapuava.
Uma vez na avenida, siga em frente até o final da Avenida Visconde de Guarapuava mantendo-se na pista da ESQUERDA (você estará no bairro do Batel). A avenida termina com uma curva á esquerda onde você estará situado no início da Rua Castro Alves.

Esta rua representa uma das principais vias rápidas de acesso ao bairro do Portão, á Cidade Industrial de Curitiba, ou á BR-116. Siga por essa rua até avistar a rodovia BR-116 MAS ATENÇÃO: você não irá atravessar por baixo da BR-116 através desta rua. Você precisa estar atento e entrar em um ACESSO À DIREITA, antes da BR. Este acesso te levará até a via marginal da BR-116. Seguindo por essa via marginal, você deverá cruzar a BR-116 no primeiro acesso possível á esquerda.

Após cruzar a BR-116, siga em frente (100m) até o primeiro sinaleiro, onde você deverá virar á direita entrando na RUA NICOLA PELANDA, que é a rua onde se situa o pesqueiro. Siga por 10 km até o final do asfalto e, conseqüentemente, o ponto final do ônibus UMBARÁ. Após, a rua se torna de terra (chão batido) e nosso percurso ainda continua por mais 6 quilômetros, até o portão do Pesqueiro Recanto Fazenda Iguaçú.

O local apresenta uma excelente infra-estrutura com uma grande área de piscinas, um grande estacionamento e muitas churrasqueiras. Uma sede central serve bebidas diversas e aperitivos.
Na beira dos lagos de pesca foram montados quiosques cobertos com palha, bastante rústicos, para uma boa acomodação na sombra.
Lá chegando você pode optar pela pesca convencional (pago por quilo, proibido soltar os peixes) de pacús, tilápias, "cat-fish" e carpas, ou optar pela pesca esportiva (pesque e solte, R$ 10,00 o período) de traíras, black bass, pintados e carpas de grande porte.

O local fica aberto das 09:00h da manhã às 18:30h, exceto às terças-feiras.

   

Finalmente, o domingo!

Chegamos ao local, eu e meu parceiro de pesca - que nas horas vagas é meu grande amigo e meu cunhado - , por volta das 14 horas. Um pouco tarde pelo horário, porém cedo o suficiente para passarmos alguns bons momentos na beira do belíssimo lago de pesca esportiva do pesqueiro.
Para nosso espanto, mal conseguimos lugar no estacionamento. Realmente, havia muitos carros e pelo barulho no ar, estava claro que havia muita gente, o que nos decepcionou bastante.
Nossa tranqüilidade voltou quando constatamos que havia muita gente mesmo, mas apenas na utilização das piscinas e na pesca convencional. Na pesca esportiva, apenas cinco pescadores formavam dois grupos na beira do lago, o que nos deixava muito espaço e muita paz para a captura de belos exemplares.

O lago de pesca esportiva do Recanto Fazenda Iguaçú possui quase 200 metros de comprimento delimitados pela cerca do pesqueiro. A água é um pouco escura, mas facilmente pode-se visualizar o fundo do lago em diversos pontos, o que mostra que a água, apesar de escura, é bastante limpa. Fato que nos chamou a atenção é a restrição de acesso ao lago no que refere-se ao número de varas por pescador. Somente é permitida a pesca com UMA VARA por pescador. Ou seja, o lago, além de bastante grande é bastante organizado, o que evita que a "superpopulação" de linhas na água atrapalhe os trabalhos na pesca com artificiais.

Ou seja, tudo estava propício para um dia de muitas ações e muita produtividade.
Tanto que, empolgados, logo começamos nossos trabalhos em uma região mais central do lago, onde nos chamou a atenção uma estrutura de madeira. Consistia de uma árvore seca com poucos galhos, mas suficientes para já estar enfeitada com diversas iscas artificiais de diversas cores e modelos.
Tanto que, não demorou muito até que eu visse minha isca, em um arremesso um tanto imprudente, cair por cima dos galhos da estrutura e ficar pendurada como mais um enfeite. Já decepcionado e em meio a lamentos por perder uma isca no início do dia, puxei com força a linha super BASS de forma que a minha isca girou algumas vezes em volta da estrutura e se soltou, caindo ao meu lado na beira do lago... ufa!
Passado o susto, comecei a concentrar meus arremessos em outra área mais distante de enroscos.

Uma hora e meia após nossa chegada, com diversas mudanças de local, de cores e modelos de iscas, nenhuma ação havia sido registrada. Alguns outros pescadores, dos poucos que se arriscavam na pesca esportiva neste dia, já tinham retirado alguns belos exemplares de traíras na pesca com iscas naturais (filés de tilápia).
Resolvi arriscar algum Black BASS e coloquei uma de minhas iscas favoritas. A já conhecida de vocês, CIGARRINHA da BRANDOW cor alaranjada com dorso preto.

Alguns arremessos após eu retirava o meu primeiro exemplar. Uma traíra cinza-esverdeada de pouco mais de um quilo, que brigou muito antes de pousar para a foto. Após a sessão de fotos, segue-se o prazer de soltar aquele exemplar novamente para a vida.

Novo arremesso, agora mais satisfeito por ter conseguido alguma ação por parte dos peixes, e nova batida. Fisguei novamente e assisti minha linha correr pela superfície da água por quase quatro metros antes da isca se soltar do exemplar e voar por sobre meu ombro... Tudo bem, valeu pela emoção da corrida.

Mudei de local mais uma vez, e continuei insistindo com a tal cigarrinha... Os arremessos estavam muito prejudicados pelo vento, que não perdoava e estava implacável. Com arremessos curtos, trabalhei a isca bem lentamente... em recolhimento contínuo. Não demorou muito para uma nova batida. Mais uma vez, fisgo forte e assisto minha linha correr pelo lago enquanto sai freneticamente da carretilha. Após uma briga que durou quase 10 minutos, consigo trazer o exemplar de uma bela traíra acinzentada para tirar algumas fotos comigo.


   

   

     
O dia continuou e as únicas ações que tivemos foi um enrosco resultando em uma isca quase perdida (foi novamente pescada na superfície do lago com outra isca) e uma saída pra buscar bebidas.
Já no final do dia, meu cunhado consegue a última ação. O ataque ocorreu na margem do lago, quase em nossos pés, e foi certeiro. O cará mais violento que já vimos, demonstrando que tamanho não é documento e que o instinto predador já acompanha os peixes desde muito cedo.

Infelizmente, estávamos atrás de alguns exemplares de Black BASS e ficamos a ver navios no que se refere a esta espécie neste dia tão bonito. Aliás, soubemos em conversa com demais pescadores que desde cedo pouquíssimas ações foram registradas em iscas artificiais, e que neste dia Black BASS seria apenas um sonho.
Mas não tem importância.... o dia valeu para acabar com o stress semanal e, se não conseguimos buscar o tal Black BASS nesta oportunidade, seremos obrigados á voltar outro dia, o que será feito com um prazer inenarrável.

Tivemos poucas ações que neste dia, pois se tratava de um domingo, que segundo informações se trata do dia mais freqüentado na semana. Soubemos por intermédio de alguns amigos que já conheciam o pesqueiro que o local é muito produtivo da segunda á sexta-feira, pois o número de clientes é muito menor e conseqüentemente, é maior o silêncio necessário para uma boa pescaria.

Fazemos uma grande recomendação deste pesqueiro. O local é extremamente bonito e limpo. Pode parecer que é um pouco longe, mas o Pesqueiro Recanto Fazenda Iguaçú vale a visita.

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