Home
  Pesca
      Saúde do pescador
      Nós
      Chicotes de pesca
      Fotos
      Papéis de parede
      Iscas Artificiais
      Peixes esportivos
      Pesca com rolha
  Crônicas
  Fórum de pesca
  Links destaque
  Seja um parceiro
  Contato
  Desenvolvimento WEB
 
 
Hospedado por

 

:. Pesca

Matéria:
Conhecendo um novo pesqueiro:
Valle Verde pesca e lazer
Por McLeod

Como assistir televisão também é cultura (ou deveria ser, na maioria das vezes), através de um programa de pesca da programação domingueira da televisão paranaense tivemos a informação de um pesqueiro no município de Mandiretuba, distante aproximadamente 50 km da região metropolitana de Curitiba.

Pintados, dourados, traíras, pacús e outras espécies de peixes, em meio a uma infra-estrutura que chega a ser inigualável, fizeram com que eu e meus parceiros de pesca - meu sogro e meu cunhado -, aprontássemos nossos essenciais apetrechos de pesca e, neste último domingo, fôssemos conhecer este mais novo pesqueiro e que hoje é palco de nossa aventura.

Localização

Saindo de Curitiba pela BR-116, sentido Rio Negro, Mafra e outras pequenas cidades. Logo que a BR 116 passa a ter pista simples - o que transforma a rodovia em um desafio para os motoristas, exigindo dos mesmos total atenção e extremo cuidado - siga sempre em frente. Você deverá passar pelo município de Fazenda Rio Grande, e logo após entrará no município de Mandiretuba. A aproximadamente 45 km você estará chegando ao trevo Areia Branca, acesso pela BR-116 às cidades de Piên, São Bento do Sul e Agudos do Sul.

Contorne o trevo e entre em direção á São Bento do Sul. Após aproximadamente 4,5 km você já verá um acesso á direita, no formato de uma estrada de chão batido e já com a placa do pesqueiro Valle Verde. Siga pela estrada de chão batido. Esta estrada é muito bem sinalizada com as placas do pesqueiro, indicando o caminho entre as bifurcações. Ou seja, após 300 metros você verá uma primeira bifurcação. Virando á direita na mesma, após 400 metros uma nova bifurcação. Virando á esquerda nesta, após aproximadamente 1,5 km você já estará chegando ao Valle Verde pesca e lazer.

Infra-estrutura

Logo no estacionamento você já percebe o tamanho do local e grande parte de sua infra-estrutura. Com diversos lagos, o pesqueiro está construído em uma pequena depressão entre alguns montes, estes cobertos de árvores de espécies diversas, dentre as quais pinheiros de muitos anos.

Caminhando em direção à sede do pesqueiro, constituída de uma bela construção estilo colonial, você já observa diversos pescadores no tanque de pesca esportiva, buscando tilápias, pintados, dourados, pacús e traíras de grande porte nas mais diversas técnicas de pesca - isca artificial, isca natural(pequenas tilápias) mortas ou vivas.

Uma vez no pesqueiro, são tantos os lagos e tantas as opções que é difícil escolher por onde começar a se divertir. Mas não se preocupe, pois logo na entrada da sede você será recepcionado pelo proprietário do pesqueiro, Sr. Edelar Comparin. Com uma simpatia contagiante, o Sr Edelar terá prazer em lhes posicionar sobre onde encontrar tilápias, cat-fishes, pacús, traíras e pintados na categoria de pesca tradicional, onde o peixe é pago por quilo (com o preço variando por cada espécie) e a pesca esportiva, com preço fixo pela diária no maior tanque do pesqueiro.

No local você poderá alugar varas, comprar iscas naturais (massas) e iscas vivas (tilápias pequenas) e ainda contratar o serviço de impeza do peixe pescado por uma pequena taxa.

Na sede você encontrará um restaurante com petiscos e bebidas, com mesas dispostas por um grande salão muito bem decorado. Como um adendo ao salão do restaurante, uma grande sacada de madeira coloca os visitantes sobre o tanque de pesca esportiva, uma vista única deste pesqueiro que constitui um dia de diversão garantida para toda a família. Ligando antecipadamente, você pode encomendar o marreco recheado, uma das especialidades do local e ter um excelente almoço com toda sua família.

Funciona de terça à domingo, das 7h30min às 17h30min.

Após duas semanas sem pescar, finalmente, a diversão!

Logo que fomos recepcionados - eu, meu sogro e meu cunhado - na chegada do pesqueiro, adquirimos um pouco de isca (massa) e nos dirigimos ao tanque de pacús e traíras. Minha caixa de iscas artificiais, nesta altura, fechada a duas semanas, soava como um único efeito de "ratlin" contínuo no ar, tamanha minha tremedeira. Tanto que, logo que encontramos uma sombra, em alguns segundos minha Crawfish (Brandow) já dava seus passos de dança na superfície do lago.

"...já que não estávamos com muita sorte para traíras, vamos brincar com peixinhos mais sérios..."

Chegamos um pouco decepcionados pois, caminhando em volta do lago e conversando com outros colegas pescadores, logo constatamos que não estavam saindo muitos exemplares das espécies que buscávamos. Mesmo assim, meu cunhado logo me acompanhava em arremessos das artificiais das mais diversas formas e cores.

Cerca de meia hora após o início dos pinchos, e já com com algumas tilápias pesquenas no samburá, imediatamente recolhemos os apetrechos de pesca e nos dirigimos ao tanque de pintados, na modalidade de pesca tradicional (já que não estávamos com muita sorte para traíras, vamos brincar com peixinhos mais sérios...).

Logo chegamos e meus companheiros armaram seus molinetes com iscas naturais (tilápias vivas). Eu estava apenas com minha carretilha, e não queria deixar de perder a chance de pegar um pintado na isca artificial, desta forma, continuei com meus pinchos, desta vez com iscas maiores (Xavantes da Aicás, X-Kai 11 cm da Marurj e Lampejo 110 da Deconto).

...como dizem, "nem todos
os dias são do caçador"...

Após alguns minutos um amigo pescador, do outro lado do lago onde estávamos, brigava com um exemplar que aparentava ser de um bom tamanho. Puxa daqui, puxa dali, após cerca de 8 minutos de briga e muitos sinais para a esposa trazer a câmera fotográfica (pois ela estava em outro tanque a quase 50 metros de onde estávamos) nosso amigo pescador retira do lago um exemplar de Surubim de aproximadamente 3 quilos. Pose prá foto ao lado dos amigos, muita calma até que o peixe chicoteia no ar, espirra água em todos que estavam em volta, cai no colo do pescador novamente, escorrega outra vez e mergulha de cabeça de volta no lago. Frustração para um lado, muita risada de outro e nosso amigo terá que se contentar apenas com a foto. Como dizem, "nem todos os dias são do caçador".

"...meu sogro retira a vara do suporte
e fisga com vontade a vara
que carinhosamente chamamos
de abençoada...
"

Neste instante eu coloquei minha Lampejo 110 cromada/preta e iniciei os arremessos com recolhimento bem lento. Após alguns minutos a primeira batida arrasta minha linha pela água por alguns metros. Tento fisgar, sinto o tranco do peixe com a isca na boca por alguns instantes, até que minha Lampejo voa para fora da água como uma bala. É, desconfio que não é o meu dia...

Após meia hora na beira do lago a primeira ação por parte de meus companheiros. Em um puxão contínuo, a linha do conjunto do meu sogro era arrancada do molinete sem perdão ou fadiga. Mais do que depressa, meu sogro retira a vara do suporte e fisga com vontade a vara que carinhosamente chamamos de "abençoada", pois ela nunca nega peixe. E não dá outra. Peixe fisgado, só resta sentar na beira do lago e brincar com o bichinho por uns dez minutos.

 

Finalmente trouxemos o exemplar até a beira do lago, onde pude alcançá-lo com a alicate e facilmente retirá-lo da água. Este que seria o primeiro exemplar do dia, pousou para diversas fotos garantindo, não só a alegria do meu sogro que pescou o exemplar, como a minha alegria e a alegria do meu cunhado, pois não poderíamos deixar de tirar uma "casquinha" e nos deixar fotografar com o belo Surubim de 3,7 kg.

Peixe guardado, olhei para meu cunhado com aquela cara de que "hoje vamos atolar" e continuamos nossas pinchadas. Meu cunhado, aos 45 do segundo tempo perde algumas fisgadas e retira a linha da água sem isca. Eu, aos 47 do segundo tempo, com o sino tocando (indicativo que o pesque-pague está fechando) perco duas puxadas na minha montagem de minhoca artificial (Texas Rig) uma delas acabando por estourar minha linha. É... decididamente não era o meu dia.

Mas não dá nada. Enquanto aguardávamos a limpeza do peixe, conversamos com o Sr Edelar por alguns minutos e fomos os últimos á sair do pesqueiro naquele domingo que terminou tão bem. Eu e meu cunhado um pouco tristes por não ter pego o nosso pintado - o que no meu caso seria o primeiro da minha vida - e ao mesmo tempo felizes pela alegria do meu sogro por ter obtido tamanho sucesso. Isso para não afirmar nossa felicidade em ter pousado para a foto com o único peixe do dia, pois se fôssemos esperar os nossos peixes para fotografar... estaríamos esperando até agora!

Maiores informações:
Valle Verde pesca e lazer

Sr Edelar Luiz Comparin
Fones:
(41) 3633 1655
(41) 9974-1185
(41) 9976-9220
http://www.valleverdepesca.com.br

    

:: retornar

 
MC estúdio é a central de comunicação de um profissional da área de TI/WEB atuante na região metropolitana de Curitiba.