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:. Pesca

Matéria:
Conhecendo um novo pesqueiro:
Sítio do Zé
Por McLeod

Uma atmosfera de fazenda do vovô , com acesso por estrada de terra batida e cercado de belas árvores por todos os lados. Travessas largas de gramado bem cuidado dividem o terreno em diversos lagos povoados com diversas espécies de peixe. Assim é o Sítio do Zé, famoso local de encontro de pescadores da Caterva-Curitiba e palco de nossa última aventura pesqueira.
Nesta aventura fomos eu e meu parceiro Celo, mais uma vez. Porém, contamos ainda com a presença de nosso amigo e guia Bruno Pimpolho.

Localização e infra-estrutura

O ideal para qualquer dia de pescaria é sair de casa bem cedinho, aproveitar bem o dia com direito á piquenique na beira do pesqueiro e outros contatos que só na natureza são possíveis. Porém, devido á compromissos, saímos de casa logo após o almoço chegando ao pesqueiro aproximadamente ás 14h30min.

Chegando ao trevo do Atuba proveniente do bairro Santa Cândida, pegue o acesso á Estrada da Ribeira e siga em frente. Após alguns poucos quilômetros você já irá avistar placas indicando o caminho para a Estância Bethânia. Siga as placas até o acesso pela estrada da ribeira á direita.

Siga pelo acesso até encontrar uma Igreja (cerca de 1 km). Contorne a igreja pela direita e siga e frente. O caminho é de terra batida e pedregulhos, com alguns declives um pouco acentuados. Você chegará a uma bifurcação que indica a Estância Bethânia á direita. Siga pelo acesso esquerdo da bifurcação. Este acesso termina dentro do pesqueiro Sítio do Zé.

Uma sede disponibiliza um barzinho, mesas e muita tranqüilidade aos pescadores que ali chegam. Muita conversa e bate-papo típicos do interior completam o clima de sítio mesmo, propriamente dito.
Grandes lagos caracterizam o Sítio do Zé como um dos melhores pesque-pagues da região metropolitana de Curitiba. Gramados muito bem cuidados mantém o chão limpo e livre de barro e sujeira.
Nos lagos os pescadores encontram diversas espécies de peixe, tais como bagre, cat-fish, carpa, tilápia e como destaque ainda aparecem o Cascudo e o Black Bass.
O sítio trabalha no sistema pesque-pague, cobrando o kilo do peixe pescado e cobra entrada simbólica (R$1,00). Alguns tanques hoje estão em processo de engorda de peixes, e logo estará disponível a modalidade de pesque e solte.
Funciona todos os dias. Porém, com o término da temporada de calor, á partir do dia 02 de maio de 2005 o pesque-pague estará fechado nos finais de semana.

Em busca dos belos Black's

Chegando ao pesqueiro, conhecemos o local e logo estávamos na beira de um dos grandes lagos. Entre conversa e outra de meus compánheiros eu já iniciava as batidas com uma soft-bait cor verde escura. Não demorou para meus colegas montarem seus equipamentos e iniciarem as pinchadas.

O sol estava meio tímido neste domingo, feriado de 1º de maio, o que nos obrigou a usar agasalhos e rezar para que não chovesse. Depois de 10 minutos de pescaria, meus colegas já se espalhavam pela beira do lago quando um dos meus famossos arremessos intrépidos termina perto da copa de uma árvore perdida na beira do lago.
Algumas mexidas com a vara já mostraram que o enrosco era maior do que se pensava. Segurando a vara com a mão esquerda, puxo cuidadosamente a linha com a mão direita. Alguns segundos depois a linha SuperBass 0,30mm soltava dos galhos da árvore e lançava elasticamente em minha direção a minha soft bait, juntamente com o anzol e chumbada que compunham o conjunto.

O que se passou na seqüêcia ocorreu em uma fração de segundo. A linha chicoteava minhas mãos, enquanto o anzol cravava sua ponta em minha mão esquerda. Para completar, eu recebia a pancada de uma chumbada que ali, em movimento, devia equivaler a cerca de 50 gramas, nas mãos e no corpo em sacudidas frenéticas.

Enfim, com a mão completamente envolvida em uma maçaroca de linha que logo viraria um nó cego e com o anzol cravado em minha mão, imaginei que deveria salientar em meu relato os perigos de se desenroscar uma isca artificial sem usar a proteção correta. Procure sempre usar óculos polarizado, que realmente proteja seus olhos de um momento como esse, que faz parte de qualquer pescaria de bait.

Após desencravar o anzol da minha mão com o auxílio de uma alicate, iniciei o processo de desembaraçar a linha que envolvia minha mão e minha vara Marine Sports 15/30lbs. Após terminar o desembaraço, logo termino de recolher a linha excedente e me preparo para um novo arremesso, quando escuto um barulho igual ao de um graveto quebrando. Presto atenção e reparo que minha vara está dobrada entre o quarto e o quinto passador. Este é o fim da minha primeira vara de carretilhas, adquirida a menos de um ano.
Conversando com meus colegas que presenciaram a cena, concluímos que a chumbada, ao chicotear sobre minha mão acertou também a vara, provocando a fratura do blank sem dó nem perdão dada a violência da batida.

A partir daí nem preciso comentar a minha decepção, com o meu azar, a minha estupidez e com o acaso que me levou a ir tão longe para quebrar minha única vara para carretilha. Em plena descrência, retiro minha carretilha do que sobrou da minha vara e a ato em uma varinha micro que tenho, para molinete. A esta altura do campeonato, vale tudo para brincar e passar o tempo. Arremessar qualquer isca artificial com uma vara tão leve é praticamente impossível.

O dia continua, sem ações por parte dos peixes. Aproveitamos para bater algumas fotos do pesqueiro e aproveitar a bonita vista que o local nos proporciona.

Aos 45 do segundo tempo lanço a soft bait, que é capturada logo na caída e arrastada por alguns metros, escapando o peixe que me deu a única ação do dia.

Aos 47 do segundo tempo, uma chamada de meu amigo Bruno atrai nossa atenção a tempo de vê-lo brigar com um pequeno Black-Bass preso ao seu Spinner Bait (TeamDaiwa). Abaixo segue a foto do único exemplar que deu as caras neste feriado, nas mãos no nosso amigo Bruno.

Junto com o único Black do dia, chegou a inesperada chuva. Uma chuva bem leve mas que nos obrigou a procurar abrigo antes de retornarmos aos nossos lares. Foi um dia muito bonito, em um lugar extremamente agradável, principalmente pelos amigos que sabem transformar uma pescaria em um momento único.

 

 

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