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:. Pesca

Matéria:
Pesque Pague Mina D´água
Por McLeod

Mais um final de semana chegou e devo admitir, de forma até desanimadora. Não decidi ainda a compra de uma nova vara de carretilha, e ainda não pude ir até a loja onde os preços estão mais acessíveis. Dessa forma, me encontrei revirando meus molinetes em busca de um mais apropriado para tentar fisgar algum exemplar neste último domingo (15) e qual a minha surpresa quando vejo um dos meus dois molinetes, com a manivela quebrada e a trava do carretel totalmente inutilizada.

Precisei arriscar se quisesse pescar alguma coisa.... ou tentar ao menos. Acabei usando minha carretilha em uma vara para molinetes.... lembrando sempre de trabalhar a vara com os passadores para baixo, o que se tornou um desafio sendo que uso a mão direita para manivelar o equipamento.

Já tinha desistido de pescar neste domingo, quando decidimos aproveitar a réstia de sol por perto de casa mesmo. Acabamos nos dirigindo ao pesque pague Mina D'água, já conhecido de vocês por outra aventura que tivemos no local.

Localzação e Infra-estrutura

Com acesso pela Avenida Manoel Ribas, sentido bairro, siga até o "portal" de Santa Felicidade, um pouco antes da churrascaria "Churrascão Colônia". Passando o portal e pela churrascaria, cerca de 200 metros adiante você encontrará um sinaleiro em um cruzamento da avenida Manoel Ribas com a rua Ângelo Durigan, acesso à direita. Vire á direita no sinaleiro e você já estará na rua do pesque-pague.

Siga em frente cerca de 700 metros até uma rótula. Contorne a rótula e, seguindo em frente, em 150 metros a rua termina já com o acesso ao estacionamento do Pesque-Pague e Restaurante Mina D'água.

O pesque-pague trabalha no sistema pesque e pague e pesque e solte. Este último com uma taxa de R$ 10,00 cobrados pela diária. No pesque e pague você vai encontrar peixes como tilápias, carpas, cat-fishes e traíras. O preço por quilo do peixe limpo (limpeza feita na hora mediante uma pequena taxa) varia de acordo com a espécie pescada.
No pesque-solte você vai encontrar carpas de bom tamanho, traíras, tilápias, cat-fishes, black-bass e pintados no maior tanque do pesqueiro.
Nas quintas-feiras é efetuada uma pescaria noturna, com um encontro de pescadores e um jantar. Como destaque na cozinha citamos a porção de tilápia á milanesa, especialidade da casa realmente merece o elogio.

Para um domingo que não prometia nada...

Chegamos ao pesqueirom eu e meu cunhado Celo, por volta das 14:30h. De imediato observamos que poucos pescadores estavam no tanque de pesca esportiva, o que nos deu certa esperança de retirar um peixe bom. Lá encontramos outro amigo caterveiro, Bruno "Pimpolho", na tentativa de enganar algumas tilápias distraídas com uma ração artificial. Após alguns minutos de conversa iniciamos nossos pinchos no tanque de pesca esportiva. Reparamos que o lago parece ter sido limpo, devido o baixo volume de vegetação ao seu redor.

Neste dia optei pela minhoca artificial, na montagem "texas rig" na cor verde escuro. Celo permaneceu no bait com iscas de meia água e superfície. Nosso amigo Bruno resolveu tentar as carpas do tanque de pesca esportiva com a ração artificial na montagem com uma bóia de arremesso.

Os peixes estavam ativos, porém todos longe de nossas iscas. Parece que não era um dia muito propício á pescaria, pois nem na modalidade pesque-pague ouvíamos comentários sobre alguém pescar alguma coisa. O braço foi cansando e os peixes não deram as caras em nenhum arremesso.

Por volta das 16:30h, arremesso minha isca e cruzo a minha linha com a do Celo, que alerta "cara eu tô com peixe aqui..." Só então observei a linha de sua carretilha corrrendo pela superfície da água. Mais do que depressa recolhi meu equipamento e me preparei com a máquina fotográfica, pois com certeza se tratava de um belo exemplar de mais de um quilo. A força era grande e demorou até que o primeiro peixe do dia se mostrasse.

Não é a toa que a briga era ferrenha. Uma tilápia com mais de dois quilos atacou a isca de meia-água e acabou por errar o bote. Na batida, a fisgada automática do Celo engata a garatéia da isca na nadadeira dorsal da tilápia, que não cansa assim tão fácil. Ao ela se aproximar do barranco e ver o passaguá, a briga começa novamente com uma disparada do peixe em direção ao meio do lago. Mais alguns minutos e finalmente conseguimos retirar o peixe da água e posar para as fotos.

Peixe fotografado e liberado, recomeçamos nossos arremessos agora um pouco mais empolgados, devido á atividade que tivemos. Alguns minutos depois, Bruno engata o seu em uma ração artificial. A linha corre em direção á borda do lago, forçando outros pescadores a recolherem suas linhas. Máquina na mão, alguns minutos de boa briga e o Bruno já pode posar para a foto com um bonito exemplar de Carpa de pouco mais de dois quilos.

O dia continuou. Mudei para outros locais do lago e não tive nenhuma ação na soft bait. Mudei para iscas de meia água e superfície, o que não fez nenhuma diferença. Realmente, mais uma vez voltaria pra casa atolado até o pescoço.
É impressonante como é difícil o arremesso de artificiais com uma vara de molinetes. A modalidade é totalmente desaconselhável se você precisa de precisão nos arremessos, o que é essencial para o sucesso de uma pescaria.

 

 

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